Colegio Militar

paritutra

 

 

 

 

 

Em campos de glória fulge
dourado pomo brilhante,
que as lides do estudo alcançam.

 

Mocidade, Avante! Avante!

 

Ardor guerreiro que se apura,
se esmalta no engenho e arte.
Sirvamos hoje a deusa Minerva,
por melhor servir a Marte.


Mocidade, Avante!

Anexos:
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Fazer download deste ficheiro (Hino_CM.wmv)Hino do Colégio Militar[Instrumental (Ouvir)]

 

O Colégio Militar teve berço em Oeiras, com o nome de Colégio de Educação do Regimento de Artilharia da Corte, no quartel da Feitoria, no ano de 1803, pela mão do então Coronel Teixeira Rebello, comandante daquela unidade militar sediada nas proximidades da fortaleza de São Julião.

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Criado há mais de dois séculos, numa conturbada época da vida nacional, o Colégio Militar surgiu não por força de qualquer decreto friamente concebido numa secretaria, mas por iniciativa de um homem cuja vida constitui aliciante exemplo de dádiva total ao serviço da Pátria, desde o dia em que, com 14 anos incompletos, sai da sua aldeia transmontana para se alistar voluntariamente nas fileiras do Exército:

O Marechal António Teixeira Rebello ( 1750 - 1825 ). Evocá-lo é trazer à lembrança o perfil moral de uma grande figura de soldado e educador. Filho de modestos lavradores, nasceu em 17 de Dezembro de 1750, em Cumieira, humilde aldeia transmontana. Foi sua coroa de glória incontestável a fundação do Colégio Militar.


Deu-lhe ensejo para isso o ser nomeado em 1802, comandante do Regimento de Artilharia da Corte, unidade militar aquartelada no Forte da Feitoria, a par de São Julião da Barra.dir1a

Era  então coronel. Preocupado com a ocupação e educação das crianças e jovens familiares da sua guarnição e de civis da região, cria, na Feitoria anexa, uma escola cujos agentes de ensino seriam os próprios militares do seu Regimento. Nasce assim, o Colégio da Feitoria em data que se consagrou ser o dia 3 de Março de 1803.

Os primeiros alunos ali educados distinguem-se pelos seus conhecimentos militares, pelo seu comportamento e bravura nas campanhas contra as tropas invasoras de Napoleão.

Desde o seu nascimento o Colégio esteve instalado em diversos locais ao longo de toda a sua vida. Inicialmente, foi seu berço a Feitoria, de 1803 a 1813. Por portaria de 1814 o Colégio é transferido para o edifício do Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres, na Luz, com a designação de Real Colégio Militar, onde permanece até 1835. Depois passa para a extinta Congregação dos Missionários, denominada de Rilhafóles ( o efectivo havia sofrido um aumento substancial, nesta altura ), onde esteve de 1835 a 1848. Em 1848 é transferido para Mafra onde fica até 1859. Novamente na Luz até 1870, volta a Mafra até 1873, ano em que regressa para a Luz, onde se tem mantido até aos nossos dias.

O Fundador nasceu na freguesia da Cumieira, concelho de Santa Marta de Penaguião, em 1748 e faleceu em Lisboa, a 5 de Outubro de 1825. Foi Fidalgo da Casa Real, Conselheiro, Comendador da Ordem de S. Bento de Avis, Marechal de Campo, Ministro e Secretário de Estado, fundador e primeiro director do Colégio Militar.

 

 

 

O reconhecimento público dos altos serviços prestados à Nação pelo Colégio Militar traduz-se na atribuição da Bandeira Nacional - Estandarte Nacional em 1888 e nas numerosas e valiosas condecorações nacionais e estrangeiras que ostenta:

1920 - Grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito;
1931 - Grã-Cruz da Ordem de Instrução Pública;
1953 - Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo;
1959 - Ordem de Mérito Militar dos Estados Unidos do Brasil;
1978 - Ordem Militar de Sant' lago de Espada;
1981 - Ordem Militar de Rio Branco, do Brasil;
1990 - Medalha de Ouro de Serviços Distintos;
1997 - Medalha de Pacificador da República Federativa do Brasil;
1999 - Medalha Marechal Trompowski da República Federativa do Brasil;
2002 - Ordem Militar de Aviz;
2015 - Medalha de Ouro da Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho, do Brasil.

Outras distinções ao Colégio Militar:

1967 - Medalha de Ouro dos Bons Serviços do Concelho de Oeiras;
1981 - Medalha de Honra de Mérito Desportivo;
1985 - Medalha de Honra da Cidade de Lisboa;
2003 - Medalha Naval de Vasco da Gama;
2003 - Medalha da Cruz Vermelha de Benemerência;
2003 - Medalha de Mérito Aeronáutico de 1ª Classe;
2005 - Medalha de Honra da Freguesia de Carnide;
2008 - Medalha Desportiva - Colar de Honra ao Mérito Desportivo e Troféu Olímpico do Comité Olímpico de Portugal.

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

O escudo de verde, um zimbório sustendo uma cruz de Cristo ambos de prata, que representa o edifício principal das instalações do Colégio, monumentalmente definido pelos claustros, como base, e como remate condigno da cobertura da Capela.

A cruz de Cristo símbolo pleno de simbolismo de fé e de patriótico portuguesismo.brasao

As lucernas são símbolo da luz do espírito, da fé viva e da força da sabedoria, alicerces da juventude em formação educativa.

A figura do leão justifica a raiz histórica do Colégio, que nasceu por iniciativa de um Oficial do Exército e desde logo foi tutelada oficialmente pelo Exército e pelo Rei ao passar a chamar-se Real Colégio Militar, em 1813.

O simbolismo de força do leão é reforçado também pelo livro e pela espada, que empunha na vertical, como preocupação que o saber e a ética militar são dois factores cimeiros e importantes na formação dos Alunos do Colégio Militar.

A divisa “ Um por todos e todos por um” representa sinteticamente a tradicional camaradagem e solidariedade que une os alunos do Colégio, bem como, uma maneira profundamente humana, cristã e portuguesa de “estar na vida”, como modo de “servir” a Pátria e a Humanidade.

O Zacatraz é o grito ou o sinal de presença do Colégio Militar, através dos seus Alunos ou antigos Alunos; é a expressão unívoca dos mesmos; é evocação laudatória e ritmada da unidade entre o passado, o presente e o futuro, ligados pela tradição educativa do Colégio e testemunho na vida e na História do País dos dois último séculos, pelos cidadãos que nele foram educados.

Os esmaltes significam:

O OURO, a natureza do ideal que presidiu à fundação do Colégio Militar, para educar uma juventude em sabedoria, em fortaleza de ânimo e fidelidade à Pátria.

A PRATA, a riqueza que encerra no seu interior, uma juventude plena de esperança e de pureza de ideais.

O VERMELHO, o valor dinâmico da força de uma juventude bem formada na evolução da sociedade em que se integra.

O VERDE, a esperança em educação e também dela própria, no futuro.

 

Ex- Alunos do CM, ao Serviço de Portugal! Não tem preço o valor da sua contribuição, da sua entrega e da sua dádiva a Portugal! Impagável a sua contribuição na construção de uma sociedade mais justa, melhor! E quem o diz, quem reconhece o mérito dos seus feitos é uma entidade séria, honesta e isenta: é o Povo Português, ao longo dos seus Largos, Praças e Ruas!

 

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